sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Compreensões sobre o ensino de Matemática



 Mariane Soares

A educação matemática é uma área do conhecimento, das ciências sociais ou humanas, que estuda o ensino e a aprendizagem da matemática, que por sua vez, entende-a como um meio ou instrumento à formação intelectual e social dos indivíduos, promovendo assim “educação pela matemática” uma vez que a disciplina é colocada a serviço da educação, não se opondo à ela, as práticas do ensino matemático, voltadas a uma proposta pedagógica , contribuem para uma formação mais integral, humana e crítica, tanto do aluno quanto do professor.
Para que esta firmação crítica e mais integral seja possível, faz-se necessária  a pesquisa em educação matemática. Que  precisa objetivar didáticas e metodologias desenvolvidas a fim de contribuir para os avanços educacionais no ensino da matemática. Ao desenvolver formas didáticas, a partir da pesquisa, possibilita-se elevar os processos de ensino-aprendizagem da matemática nas escolas.
 A pesquisa é ainda necessária para que se possa defender alguma mudança no ensino da matemática, conscientizando os docentes da urgência de abandonar práticas educacionais pouco eficientes e ultrapassadas, que fazem pouco sentido na sociedade atual. No cotidiano, a pesquisa ocorre de forma mais intuitiva do que planejada, para atender objetivos diversos, necessários para a aula em questão.
A partir da pesquisa, faz-se possível ainda, qualificar os saberes da docência, ampliando o nível de profissionalização do professor.
Segundo Tardif, de modo geral, os pesquisadores têm interesse em abandonar s esfera da formação para o magistério e em evitar investir tempo nos espaços de prática. Dessa forma, os professores mais graduados, com mestrado e doutorado acabam não se dedicando à prática no ensino básico e essa pesquisa acaba sendo muito mais intuitiva do que científica.
No entanto, os saberes profissionais provém de diversas fontes, indo muito além da pesquisa, são variados e heterogêneos, Raramente um professor concebe sua prática pedagógica de forma unitária, pois, em geral utiliza de várias teorias, para compilar sua prática pedagógica de acordo com a necessidade de cada aula, turma, aluno. Em geral, não há uma relação de coerência na forma como ocorre a busca de saberes, por ser esta busca muito diversa, mas a utilização integrada destes saberes torna-se coesa, a fim promover aulas mais eficientes, adequadas as individualidades dos discentes.
Os saberes docentes, constituídos não apenas pela teoria, mas também pela técnica em sala de aula, afetividade, interação social e visão de mundo. O ensino pode ser considerado uma arte, onde o docente engloba todos os seus conhecimentos a fim de produzir um resultado significativo na vida do aluno. Tanto nas escolas, quanto nas universidades, os verdadeiros saberes docentes necessários vão além da técnica apenas, são eles os saberes enumerados por Freire, os mais plurais e significativos, destacando-se, a meu ver, a pesquisa e o respeito aos saberes dos educandos, o saberes dos professores não podem ignorar a experiência de vida dos alunos, ao contrário, devem somar-se a estes conhecimentos prévios, gerando uma pluralidade significativa em sala de aula.
O saber docente em relação ao ensino de matemática, pode mobilizar a forma como  a disciplina é ensinada, para que ocorra de forma mais atual.
Infelizmente, a matemática ainda é ensinada de forma abstrata e descontextualizada, difícil de aprender. A continuidade da formação, aliada a pesquisa, instiga a modernização da prática pedagógica, possibilitando uma mudança efetiva no ensino da matemática. É preciso, porém, colocar em prática os saberes docentes adquiridos na pesquisa, para que esta mudança ocorra agora. Precisamos parar de pesquisar para o futuro da prática docente, faz-se necessário pesquisar para melhorar o trabalho docente hoje. Afinal, a matemática surge da necessidade diária do ser humano. Usemos isso! Ensinemos a matemática a partir da vida e para a vida, certamente a compreensão e interesse dos alunos será beneficiada.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Pequenos Escritores - Incentivo à leitura e escrita no 5º ano do Ensino Fundamental



  • Disciplina: Multidisciplinar
  • Atividade Inicial: Crie e monte animais apenas com círculos.
  • Produção Textual: Texto coletivo. Cada aluno contribui com uma frase ou ideia para o texto, que é construído parcialmente até que a turma o considere concluso. 

 O zoológico Circular
Alunos do 5º Ano M - E.E.Antônio Fco. da Costa Lisboa
São Francisco de Paula - RS 29 de setembro de 2017



    Um dia um homem criou um zoológico. Mas não era um zoológico qualquer. Era um zoológico circular!
E nele pôs muitos animais e tratadores. 
    Porém, os animais também não eram comuns. Nesse zoológico especial, os animais eram raros, coloridos e redondos. 
    Era um zoológico imenso, com muitas espécies extintas. Além do panda, havia ali animais de diversos tamanhos.
    Está se perguntando como , se todos estão extintos????
    Veja só... O zoológico ficava numa floresta distante, repleta de árvores de algodão doce, num livro escrito na minha imaginação. Afinal este zoológico foi feito de amor e com  círculos  de PAPEL. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Alfabetização matemática deve vir primeiro

" Se o homem conheceu a matemática antes da escrita.  Por que invertemos o processo e hoje ela é tão restrita? "
Nas séries iniciais e educação infantil a alfabetização matemática envolve: lateralidade, consciência do corpo no espaço , localização espacial, noção de tempo, seriação, conservação da quantidade, classificação e entendimento das formas, diferenciação de tamanho, espessura, seriação e classificação, sistema decimal, etc .
E tudo isso com material concreto e atividades práticas multidisciplinares,  como artes e educação física.
Se o aluno tem este preparo o letramento será consequência.
 Este tipo de ensino faria toda a diferença com certeza.
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Os sólidos de Platão e os conhecimentos intrínsecos na atividade prática


Após assistirem o vídeo, a atividade de confeccionar os sólidos de Platão trouxe a turma mais que a dificuldade motora em questão, surgiram questionamentos pertinentes a diversos conceitos geométricos, que foram sendo sanados durante a realização da atividade

Começamos pelo tetraedro, que por sua vez, tem as quatro faces formadas por triângulos equiláteros. O primeiro desafio então foi construir o triângulo equilátero que serviria de base ao poliedro. Iniciei o questionamento da seguinte forma: O que significa ser equilátero? Se a soma dos ângulos internos do triângulo é de 180º, e os ângulos do triângulo equilátero são iguais quanto mede cada um? Desta forma construímos o equilátero de arestas medindo 10cm, usando o transferidor e aplicando conceitos de geometria básica.

A motivação da turma na realização da atividade foi cativante, claro que como todo bom aluno primeiro reclamaram que era difícil, que não sabiam fazer, que dava muito trabalho, etc. Mas como costumo dizer: “Estão aqui para aprender e se fosse fácil não chamaríamos de trabalho.” O comentário arrancou risos da turma e a atividade correu de forma prazerosa e proveitosa.






terça-feira, 21 de outubro de 2014

O quebra-cabeça do fim do mundo e o Ensino de Funções

O QUEBRA-CABEÇA DO FIM DO MUNDO

     A Torre de Hanói é um material de simples confecção, que também é chamado de quebra-cabeça do fim do mundo.  Num grande templo em Benares, Índia, há uma placa onde estão fixados três pinos de diamante.  Conta a lenda que num deles, no momento da criação, o deus Brahma colocou 64 discos de ouro puro, o maior deles na base e os restantes na ordem decrescente de tamanho até o topo. Essa é a Torre de Brahma, em que dia e noite, incessantemente, os monges se revezam transferindo os discos de um pino para outro, obedecendo às leis imutáveis fixadas pelo maior dos deuses do hinduísmo. Segundo elas, só se pode transferir um disco por vez, de modo que jamais um menor seja posto sobre um maior. Quando os 64 discos forem transferidos do pino em que Deus os colocou para qualquer um dos outros dois, torre, templo e brâmanes virarão pó e, com um estrondo, o mundo desaparecerá.  (saiba mais ) .  
Tem que uma base contendo três pinos, e discos. O objetivo é mover os discos, que são de tamanhos diferentes, todos para o pino da direita, sem que o maior fique sobre o menor. O jogo inicia com 1 único disco, e vai aumento a medida que o aluno resolve o problema. Além do raciocínio estimulado para resolver o problema, ainda temos o conceito inicial de função apresentado de forma prática, onde o número de movimentos será dado em função do número de discos. Logo o número de movimentos é a variável dependente e o número de discos independente. O quebra-cabeças é um recurso diferenciado e lúdico para o ensino de  "função" no Ensino Médio. 

Figura 1 – Montagem da Torre de Hanói com peças de Jogo de encaixe em  Madeira

                        A atividade com a Torre de Hanói para introduzir a noção de função, aplicada ao 1ºano do Curso Normal,  foi produtiva, uma vez que ficou claro para os alunos a dependência de uma variável em relação a outra, e que ao aumentar ou diminuir a variável independente isto influi no resultado da operação. 
Ao gerar o gráfico da função 2n -1 os alunos não tiveram grande dificuldade, já que o exercício estava embasado em algo prático. 
A dificuldade maior, foi em resolver o quebra-cabeça, já que transferir os discos exige um raciocínio bom e treinado. 

Construindo o Conceito de Sistema de Numeração Decimal

Construção do Conceito de Sistema Decimal de Numeração  Assista ao vídeo e prepare o material:  1. Vamos começar a aula então:...